sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"VIDA EMFAMÍLIA"-DIVALDO (Joanna de Ângelis)


Vida em Família


                                                      

Os filhos não são cópias xerox dos pais, que apenas produzem o corpo, graças aos mecanismos do atavismo biológico.
As heranças e parecenças físicas são decorrências dos gametas, no entanto, o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação, sem maior dependência dos vínculos genéticos com os progenitores.
Atados por compromissos anteriores, retornam, ao lar, não somente aqueles seres a quem se ama, senão aque­loutros a quem se deve ou que estão com dívidas....
Cobradores empedernidos surgem na forma fisiológica, renteando com o devedor, utilizando-se do processo supe­rior das Leis de Deus para o reajuste de contas, no qual, não poucas vezes, se complicam as situações, por indis­posições dos consortes...
Adversários reaparecem como membros da família para receber amor, no entanto, na batalha das afinidades pade­cem campanhas de perseguição inconsciente, experimen­tando o pesado ônus da antipatia e da animosidade.
A família é, antes de tudo, um laboratório de experiên­cias reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.
Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita.
Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura.
Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento dos outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado.
A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.

*

        Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e calceta.
Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações.
Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante.
Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressenti­mento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando...

*

Não te creias responsável direto na provação que te abate ante o filho limitado, física ou mentalmente.
Tu e ele sois comprometidos perante os códigos Divinos pelo pretérito espiritual.
O teu corpo lhe ofereceu os elementos com que se apresenta, porém, foi ele, o ser espiritual, quem modelou a roupagem na qual comparece para o compromisso libertador.
Ante o filhinho deficiente não te inculpes. Ama-o mais e completa-lhe as limitações com os teus recursos, preen­chendo os vazios que ele experimenta.
Suas carências são abençoados mecanismos de cresci­mento eterno.
Faze por ele, hoje, o que descuidaste antes.
A vida em família é oportunidade sublime que não deve ser descuidada ou malbaratada.

*

Com muita propriedade e irretorquível sabedoria, afir­mou Jesus, ao doutor da Lei:
“Ninguém entrará no reino dos céus, se não nascer de novo...
E a Doutrina Espírita estabelece com segurança:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre — é a lei. Fora da caridade não há
salvação.”

                                                                                                          Joanna de Ângelis


S.O.S. FAMÍLIA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS E DIVERSOS ESPÍRITOS

http://semeadorespirita.blogspot.com

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

LEI DA SOCIEDADE E DO PROGRESSO : RESUMO


LEI DE SOCIEDADE
a) necessidade da vida social
A vida de relação da criatura humana com seu semelhante é a base do desenvolvimento do psiquismo. É na relação com o outro que desenvolvemos nosso eu e nossas potencialidades psíquicas. A vida social está na natureza do próprio homem, ficando o insulamento, não apenas como manifestação de seu egoísmo tolo, mas como impossibilidade de progresso por falta de ajuda mútua. Quem se isola se candidata ao embrutecimento das suas faculdades psíquicas que acabam por se estiolar.
O homem, não sendo possuidor de todas as faculdades completas, no convívio com os outros promove a troca e o aperfeiçoamento delas, assegurando o seu bem estar e seu progresso. No contacto com o semelhante se educa e evolui; é na relação com o outro
que desenvolve o seu psiquismo.
b) laços de família
Os laços de família existem como uma característica humana da criatura que a distingue dos animais que exercem com sua cria somente o instinto de proteção à espécie.
Entre os homens tal proteção levada ao extremo é responsável pela deformidade do desenvolvimento psicológico, criando dependências que denotam a falta de valores próprios pois ficam estancados pela ação coercitiva da dita proteção.
No homem havendo outras necessidades, como por exemplo, o desenvolvimento moral, além das puramente materiais que exigem cuidados para a sobrevivência, o colocam em condições de exercer os laços de família consangüínea como um meio de aprender a amar, na vida social, os semelhantes como irmãos.
O relaxamento dos laços de família é tão pernicioso quanto o egocentrismo que impede que se rompa o vínculo consangüíneo, como o de raça ou o de casta, pois ambos nos levam ao egoísmo, uma das chagas da humanidade. Enquanto a supervalorização da família consangüínea prende a criatura no circuito fechado dos interesses mútuos, o relaxamento dos laços familiares remete o indivíduo ao egoísmo pessoal e particular. No seio da família o homem aprende a amar o seu semelhante na sociedade
 LEI DO PROGRESSO
a) estado de natureza
O estado de natureza é o estado de simplicidade do Espírito, é o seu ponto de partida quer intelectual quer moral. É o início de sua caminhada através da linha do princípio e da finalidade que lhe cumpre percorrer, acionado pelas diversas leis que se conjugam entre si com vistas a lhe permitir o desenvolvimento das potencialidades divinas.
É lei natural que esta evolução se dê, impedindo que o homem permaneça indefinidamente em seu estágio de infância espiritual que de nada lhe valeria se fosse perpetuado. A permanência em tal estágio aparentemente lhe daria um estado de felicidade,que é a felicidade do bruto, como a do animal, cujos instintos estão inteiramente satisfeitos.
Desde que há necessidade de evoluir – sair do estado de natureza empurra do pela lei natural – o homem cria uma série de atribulações próprias dos vários estágios pelos quais deva passar. Não podendo retroagir, senão apenas estacionar por tempo determinado é, por isto, responsabilizado no curso geral de sua vida imortal, criando para si embaraços e dificuldades que só o tempo bem aproveitado poderá resgatar.
b) marcha do progresso

Está presente no homem a força que o destina para o grande amanhã, mas cumpre que pelo processo de relação com o outro e do aprendizado que faça, desenvolva este princípio. É da lei: aquele que mais se desenvolva ajude o menos desenvolvido, para não criar os grandes desníveis que acabam por gerar, na ausência da lei de amor, o mecanismo servo - senhor ou dominado - dominador.
O progresso moral, que é o grande objetivo do Espírito, é uma conquista decorrente do progresso intelectual, porque, através deste último, a criatura humana aprende a discriminar os valores para poder escolher o que mais lhe convém, usando a
faculdade do livre-arbítrio.
A possibilidade de escolha, após o conhecimento discriminativo, é função da inteligência que assim cria a responsabilidade do ato. A ação automática, instintiva ou imitativa, realizada sem a determinação da vontade é ato casual, mecânico ou condicionado, não tendo um valor moral e denota apenas um estado circunstancial do Espírito.
Só passo a passo os povos conseguem atingir o progresso. Por enquanto, o homem tem usado o conhecimento para alimentar a sua inferioridade moral, gerando como conseqüência a necessidade do sofrimento como instrumento de sua elevação moral. Um dia o homem equilibrará as duas forças, o conhecimento e a moral, atingindo a sabedoria.
O progresso é uma força viva da natureza, não estando no homem o poder de sustá-lo pelas leis oriundas de seu egoísmo e orgulho; quando muito o embaraça, mas sempre está sofrendo a sua ação construtiva. Os abalos físicos e morais que sofre a humanidade de tempos em tempos são a mostra de sua presença transformadora.
NILTONCARVALHO



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

MISSIONÁRIOS DA LUZ - RESUMO


MISSIONÁRIOS DA LUZ - ANDRÉ LUIZ - CHICO XAVIER
RESUMO



ALEXANDRE - Desejando aprimorar-se quanto à mediunidade, recebe André Luiz o convite do bondoso mentor Alexandre para acompanhá-lo ao seu núcleo, em momento oportuno.Alimentando indisfarçável curiosidade, e surgida a oportunidade, André vale-se da prestigiosa influência para ingressar no espaçoso e velho salão, onde Alexandre desempenha atribuições na chefia.

O PSICÓGRAFO - Conta André:

sábado, 3 de setembro de 2011

O Filme dos Espíritos - André Morouço



Palestra pública no Centro Espírita A Caminho da Luz. Palestrante: André Morouço (Diretor do filme)
Tema: O Filme dos Espíritos Estréia dia 07 de Outubro 2011

TAG: Centro Espírita Caminho da Luz. André Morouço Filme dos Espíritos espiritismo

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ESPIRITISMO : O Grande Desconhecido

                                 O Grande Desconhecido


Todos falam de Espiritismo, bem ou mal. Mas poucos o conhecem. Geralmente o consideram como uma seita religiosa comum, carregada de superstições. Muitos o vêem como uma tentativa de sistematização de crendices populares, onde todos os absurdos podem ser encontrados. Há os que o aceitam como nova Goécia, magia negra da Antigüidade disfarçada de Cristianismo milagreiro. Grandes cientistas se deixaram envolver nos seus problemas e se desmoralizaram. Outros entendem que podem encontrar nele a solução para todos os seus problemas, conseguir filtros de amor e os 13 pontos da Loteria Esportiva. E na verdade os seus próprios adeptos não o conhecem. Quem se diz espírita arrisca-se a ser procurado para fazer macumba, despachos contra inimigos ou curas milagrosas de doenças incuráveis. Grandes instituições espíritas, geralmente fundadas por pessoas sérias, tornam-se às vezes verdadeiras fontes de confusão a respeito do sentido e da natureza da doutrina. O Espiritismo, nascido ontem, nos meados do século passado, é hoje o Grande Desconhecido dos que o aprovam e o louvam e dos que o atacam e criticam.
Durante muito tempo ele foi encarado com pavor pelos religiosos, que viam nele uma criação diabólica para perdição das almas. Falar em fenômenos espíritas era provocar votos de esconjuro. Ler um livro-espírita era pecado mortal, comprar passagem direta para o Caldeirão de Belzebu. Médicos ilustres chegaram a classificar o Espiritismo como fábrica de loucos. Quando começaram a surgir os hospitais espíritas para doenças mentais, alegaram que os espíritas procuravam curar loucos que eles mesmos faziam para aliviar suas consciências pesadas. E quando viram que o Espiritismo realmente curava loucos incuráveis, diziam que os demônios se entendiam entre si para lograr o povo.
Hoje a situação mudou. Existem sociedades de médicos espíritas e as pesquisas de fenômenos mediúnicos invadiram as maiores Universidades do Mundo. Não se pode negar que a coisa é séria, mas definir o Espiritismo não é fácil. Porque ninguém o conhece, ninguém acredita que se precisa estudá-lo, pensam quase todos que se aprende a doutrina ouvindo espíritos. Os intelectuais espíritas são confundidos com médiuns. Quem escreve sobre Espiritismo não escreve, faz psicografia. Acham que para estudar a doutrina é preciso desenvolver a mediunidade e receber maravilhosas lições de Espíritos Superiores.
Não obstante, o Espiritismo é uma doutrina moderna, perfeitamente estruturada por um grande pensador, escritor e pedagogo francês, homem de letras e ciências, famoso por sua cultura e seus trabalhos científicos e que assinou suas obras espíritas com o pseudônimo de Allan Kardec. Saber isso já é saber alguma coisa a respeito, mas está muito longe de ser tudo. Doutrina complexa, que abrange todo o campo do Conhecimento, apresenta-se enquadrada na seqüência epistemológica de:
a) Ciência – como pesquisa dos chamados fenômenos paranormais, dotada de métodos próprios, específicos e adequados ao objeto que investiga, tendo dado origem a todas as ciências do paranormal, até à Parapsicologia atual e seu ramo romeno, que se disfarça sob o nome pouco conhecido de Psicotrônica, para não assustar os materialistas.
b) Filosofia – como interpretação da natureza dos fenômenos e reformulação da concepção do mundo e de toda a realidade segundo as novas descobertas científicas; aceita oficialmente no plano filosófico, consta do Dicionário Filosófico do Instituto de França; no Brasil, reconhecida pelo Instituto Brasileiro de Filosofia, constando do volume Panorama da Filosofia em São Pauto, edição conjunta do Instituto e da Universidade de São Paulo, coordenação do Prof. Luiz Washington Vitta.
c) Religião – como conseqüência das conclusões filosóficas, baseadas nas provas da sobrevivência humana após a morte e nas ligações históricas e genésicas do Cristianismo com o Espiritismo; considerado como a Religião em Espírito e Verdade, anunciada por Jesus, segundo os Evangelhos; re-ligião espiritual, sem aparatos formais, dogmas de fé ou instituição igrejeira, sem sacramentos.
Essa seqüência obedece as leis da Gnosiologia, pelas quais o conhecimento começa nas experiências do homem com o mundo e se desenvolve nas ilações do pensamento, na cogitação filosófica e determina o comportamento humano dentro do quadro da realidade conhecida; como no Espiritismo essa realidade supera os limites da vida física, a moral se projeta no plano das relações do homem com a Divindade, adquirindo sentido religioso.
Colocado assim o problema, a complexidade do Espiritismo se torna facilmente compreensível. Tudo no Universo se processa mediante a ação e o controle de leis naturais, que correspondem à imanência de Deus no Mundo através de suas leis. Toda a realidade verificável é natural, de maneira que os espíritos e suas manifestações não são sobrenaturais, mas fatos naturais explicáveis, resultantes de leis que a pesquisa científica esclarece. O Sobrenatural só se refere a Deus, cuja natureza não é acessível ao homem neste estágio de sua evolução, mas o será possivelmente, quando o homem atingir os graus superiores de sua evolução. Todas as possibilidades estão abertas e franqueadas ao homem em todo o Universo, desde que ele avance no desenvolvimento de suas potencialidades espirituais, segundo as leis da transcendência.
Este volume procura dar uma visão geral do Espiritismo em forma de exposição livre, sem um esquematismo didático, mostrando as conotações da Doutrina com as posições culturais da atualidade. Não se trata da suposta atualização tentada por autores que desconhecem as dimensões do Espiritismo e não podem relacioná-la com os avanços científicos, tecnológicos, filosóficos e religiosos da atualidade. A atualização, no caso, é do método expositivo, que revela a plena atualidade da Doutrina e desenvolve alguns temas kardecianos em forma de exposição mais minuciosa, para melhor compreensão dos leitores. A atualização da linguagem e da terminologia doutrinárias nas obras de Kardec é uma pretensão descabida. Cada doutrina, científica ou filosófica, tem a sua própria terminologia, que só se transforma diante de novos fatos ocorridos na pesquisa. Por outro lado, essas atualizações, como sabem os especialistas, geralmente se transformam em atentados à doutrina, pela falta de conhecimento dos que pretendem fazê-las. Uma doutrina se atualiza na proporção em que evolui, com acréscimos reais de conhecimentos no desenvolvi-mento de seus princípios. Não existe, no mundo atual, nenhum centro de pesquisas e estudos espíritas que tenha avançado legal-mente além de Kardec, através da descoberta de novas leis da realidade espírita. O Espiritismo avança, pelos seus princípios e os seus conceitos, muito além da realidade atual. E mesmo que não avançasse, ninguém teria o direito de interferir na obra de Kardec, como na obra de qualquer outro cientista. É livre o direito de contestar através de outras obras, mas não há direito nenhum que permita a um pintamonos desfigurar as obras clássicas da cultura mundial.
Os capítulos deste livro correspondem a exposições doutrinárias feitas pelo autor em várias ocasiões, em palestras feitas com debates, até mesmo em numerosas Faculdades de Teologia católicas e protestantes, bem como em debates de televisão. Por isso, são capítulos escritos em linguagem livre, dando ao leitor a possibilidade de discutir os problemas consigo mesmo, tentando refutar as teses expostas. Esperamos que os meios espíritas, particularmente, aproveitem estes capítulos para uma incursão mais corajosa nas possibilidades de conhecimento que o Espiritismo nos oferece em todos os campos das atividades humanas e em face dos múltiplos problemas que nos desafiam nesta hora de transição da cultura humana.
São anos de estudos, experiências, investigações e intuições espirituais que se acumulam nestas páginas, ao correr das teclas, mas sob rigoroso controle da razão. Que no Espiritismo tudo deve ser rigorosamente submetido a apreciações e críticas racionais.

J. Herculano Pires


Curso Dinâmico de Espiritismo