sexta-feira, 18 de novembro de 2011

FAMÍLIA


FAMÍLIA

          


A família consangüínea, entre os homens, pode ser apreciada como o centro essen­cial de nossos reflexos. Reflexos agradá­veis ou desagradáveis que o pretérito nos devolve.
          Certo, não incluímos aqui os Espíritos pioneiros da evolução que, trazidos ao am­biente comum, superam-no, de imediato, criando o clima mental que lhes é peculiar, atendendo à renovação de que se fazem in­térpretes.
          Comentamos a nossa posição no campo vulgar da luta.
          Cada criatura está provisoriamente ajus­tada ao raio de ação que é capaz de desen­volver ou, mais claramente, cada um de nós apenas, pouco a pouco, ultrapassará o hori­zonte a que já estenda os reflexos que lhe digam respeito.
O homem primitivo não se afasta, de improviso, da própria taba, mas aí renasce múltiplas vezes, e o homem relativamente civilizado demora-se longo tempo no plano racial em que assimila as experiências de que carece, até que a soma de suas aquisições o recomende a diferentes realizações.
É assim que na esfera do grupo consan­güíneo o Espírito reencarnado segue ao en­contro dos laços que entreteceu para si pró­prio, na linha mental em que se lhe caracte­rizam as tendências.
A chamada hereditariedade psicológica é, por isso, de algum modo, a natural aglu­tinação dos espíritos que se afinam nas mes­mas atividades e inclinações.
Um grande artista ou um herói preemi­nente podem nascer em esfera estranha aos
sentimentos nos quais se avultam. É a ma­nifestação do gênio pacientemente elabora­do no bojo dos milênios, impondo os reflexos da sua individualidade em gigantesco traba­lho criativo.
Todavia, na senda habitual, o templo doméstico recine aqueles que se retratam uns nos outros.
Uma família de músicos terá mais faci­lidade para recolher companheiros da arte divina em sua descendência, porque, muita vez, os Espíritos que assumem a posição de filhos na reencarnação, junto deles, são os mesmos amigos que lhes incentivavam a for­mação musical, desde o reino do Espírito, refletindo-se reciprocamente na continu ida­de da ação em que se empenham através de séculos numerosos.
É ainda assim que escultores e poetas, políticos e médicos, comerciantes e agricul­tores quase sempre se dão as mãos, no culto dos melhores valores afetivos, continuando­-se, mutuamente, nos genes familiares, pre­servando para si mesmos, mediante o traba­lho em comum e segundo a lei do renasci­mento, o patrimônio evolutivo em que se exprimem no espaço e no tempo. Também é ar, de conformidade com o mesmo principio de sintonia, que vemos dipsõmanos e clepto­maníacos, tanto quanto delinqüentes e en­fermos de ordem moral, nascendo daqueles que lhes comungam espiritualmente as defi­ciências e as provas, porqüanto muitas inteli­gências transviadas se ajustam ao campo genético daqueles que lhes atraem a compa­nhia, por força dos sentimentos menos dig­nos ou das ações deploráveis com que se oneram perante a Lei.
A tara familiar, por esse motivo, é a resultante da conjunção de débitos, situan­do-nos no plano genético enfermiço que me­recemos, à face dos nossos compromissos com o mundo e com a vida. Dessa forma, somos impelidos a padecer o retorno dos nossos reflexos tóxicos através de pessoas de nossa parentela, que no-los devolvem por aflitivos processos de sofrimento.
Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já consegui­mos tecer, por intermédio do amor louvavel­mente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais reco­lhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do des­tino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade, recursos novos com que faremos nova pro­dução de reflexos espirituais, suscetíveis de anular os efeitos de nossa conduta anterior, conturbada e infeliz.

PENSAMENTO E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL


tag: família, doutrina espírita, espiritismo,chico,emmanuel,pensamento,vida...



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Boletim sobre estado de saúde de Raul Teixeira


Boletim sobre estado de saúde de Raul Teixeira



 EUA Conselho Espírita
UPDATE # 3 SOBRE DR. CONDIÇÃO Teixeira:


Raul condição não mudou. Ele passa a dormir mais o seu tempo e tem demonstrado ser tão surpreso sobre estes eventos como todos nós. Gostaríamos de agradecer a todos por seus e-mails e mensagens vindas de todo o mundo. Há um computador ao seu lado da cama. Ele foi informado de seus pensamentos e orações. Nós também gostaríamos de garantir eve ... ryone que Raul está recebendo o melhor cuidado médico possível, pois isso mostrou-se uma preocupação em certas comunicações que temos recebido. Ele não será capaz de retornar ao Brasil por pelo menos uma semana. Mais uma vez, por favor, tome um minuto do seu dia para orar por ele. Continuaremos a atender em linha com as nossas sessões de oração para Raul.
Mauricio Cisneiros
ESTADOS UNIDOS CONSELHO ESPÍRITA

(ORADOR ESPÍRITA) JOSÉ RAUL TEIXEIRA - NOVO BOLETIM MÉDICO


                                                                                         Raul Teixeira 

Queridos amigos de ideal

Convidamos a se juntarem a nós nas vibrações por do nosso querido amigo Raul Teixeira, que hoje em viagem para mais uma serie de conferências nos Estados Unidos, lá sofreu um AVC no avião em que se encontrava, sendo levado assim que possível para o hospital. 
Quando recebemos a notícia, imediatamente, fizemos contato com companheiros da Florida onde, também surpresos com a noticia, buscaram o Julio seu primeiro anfitrião na viagem. Mesmo da UTI, Julio em poucas palavras, o que era possível no momento, nos informou que a situação é estável, que o AVC não foi do tipo mais agressivo, ele está consciente, embora inspire cuidados. 
O que Raul Teixeira fez e continua fazendo em benefício do Movimento Espírita no Brasil e no mundo é de extensão imensurável. 
Que ele receba também de nós a mais profunda gratidão e carinho. Certamente os Benfeitores o estão amparando e atendendo nas suas mais íntimas necessidades.
Jesus nos ampare a todos

Queridos amigos de ideal

Convidamos a se juntarem a nós nas vibrações por do nosso querido amigo Raul Teixeira, que hoje em viagem para mais uma serie de conferências nos Estados Unidos, lá sofreu um AVC no avião em que se encontrava, sendo levado assim que possível para o hospital. 
Quando recebemos a notícia, imediatamente, fizemos contato com companheiros da Florida onde, também surpresos com a noticia, buscaram o Julio seu primeiro anfitrião na viagem. Mesmo da UTI, Julio em poucas palavras, o que era possível no momento, nos informou que a situação é estável, que o AVC não foi do tipo mais agressivo, ele está consciente, embora inspire cuidados. 
O que Raul Teixeira fez e continua fazendo em benefício do Movimento Espírita no Brasil e no mundo é de extensão imensurável. 
Que ele receba também de nós a mais profunda gratidão e carinho. Certamente os Benfeitores o estão amparando e atendendo nas suas mais íntimas necessidades.
Jesus nos ampare a todos

JOSÉ RAUL TEIXEIRA - NOVO BOLETIM 

- Das 12:57 horas, em Nova York, 15:57 daqui. -
Prezados amigos: José Raul Teixeira permanece em o estado de saúde inalterado. Os médicos informam que ele está incapacitado, por enquanto, de mover boa parte do seu corpo, não fala e nem consegue até mesmo realizar algumas operações simples, como reconhecer números ou letras.
O problema se complicou em razão da demora do atendimento médico, o que não se constitui em culpa ou displicência de ninguém.
O que ocorreu foi o seguinte: Ele viajava em vôo noturno, estava imóvel e ninguém poderia perceber se algo anormal tivesse acontecendo com ele, achando sempre que poderia estar dormindo, como outros passageiros.
Depois que o avião pousou todos os passageiros desceram e, como é natural num caso deste, ele permaneceu imóvel na poltrona, o que chamou a atenção dos comissários que tentaram acordá-lo, obviamente achando que ele estivesse dormindo. Foi exatamente aí que perceberam que ele estava necessitando de atendimento médico, quando resolveram chamar uma ambulância urgentemente.
Foi aí, finalmente, que conseguiram levá-lo ao hospital. Presumem os médicos que, entre o momento do AVC e a entrada dele no hospital, passaram-se de 5 a 6 horas, o que num caso deste é um problema seríssimo. Os médicos não podem garantir nada, sobre o que poderá ocorrer, porque tudo é muito complicado. Está impossível ele sair do hospital agora e ser embarcado para o Rio Janeiro, dada a gravidade do caso. Continuamos a apelar pelas preces e vibrações de todos os amigos.
OBSERVAÇÃO: Os amigos espíritas de Nova York apelam para que as pessoas parem de telefonar e mandar e-mails a todo instante, porque eles não estão dando conta de ter que responder a tanta gente, haja vista que estão todos também, como nós, preocupados e angustiados diante da situação, correndo para todos os lados em busca do melhor atendimento ao nosso querido amigo. Qualquer fato novo será informado.
Tags: raul, teixeira

terça-feira, 15 de novembro de 2011

No momento de julgar (Emmanuel)




No momento de julgar

(Emmanuel)

No momento de julgar alguém, como poderás julgar esse alguém, de todo, se não conheces tudo?
Terá sucedido um crime, estarrecendo a multidão.
Suponhamos que um homem desequilibrado haja posto uma bomba em certa casa, no intuito de destruir-lhe os moradores. Entretanto, por trás dele estão aqueles que fabricaram o engenho mortífero; os que o conservaram para utilização em momento oportuno; os outros que lhe identificaram o perigo, aprovando-lhe a existência; e aqueles outros ainda que, indiferentes, lhe acompanharam o fogo no estopim, sem a mínima disposição de apagá-lo.
De que maneira medirias o remorso do espírito de um homem assassinado, na hipótese desse mesmo assassinado haver provocado o seu contendor até que o antagonista lhe furtasse o corpo, num instante de insanidade? E como observarias o pesar do semelhante, às vezes ilhado no fundo de uma penitenciária, na posição de um vivo-morto, quando o imaginado morto permanece vivo? E com que metro verificarias o sofrimento de um e outro?
Com que pancadas ou palavras agressivas conseguirias punir, durante algumas horas, a criatura menos feliz que já carrega em si o tormento da culpa, à feição de suplício que lhe atenaza o coração, noite e dia?
Ante a queda moral de alguém, é mais razoável entrarmos para logo no assunto, na condição de partícipes dela, antes que nos alcemos à indébita função de censores.
Não precisaríamos tanto de justiça, se não praticássemos a injustiça e nem tanto de medicina se não tivéssemos doença.
Necessitaríamos, porventura, na Terra, de tantas e tão multiplicadas lições, em torno do bem, se o mal não nos armasse riscos, quase que em todas as direções do planeta?
E onde estão aqueles que estejam usufruindo a glória da instalação segura no bem, sem o prejuízo de algum mal, ou aqueles outros que atravessam os espinheiros do mal, sem a vantagem de algum bem?
No momento de julgar, peçamos a inspiração da Providência Divina para os magistrados que as circunstâncias vestiram com a toga, a fim de que acertem, nas suas decisões, em louvor do equilíbrio geral, porquanto é tão delicado o encargo do juiz chamado a interferir no corpo da ordem social quão difícil é a tarefa do cirurgião convocado a interferir no corpo físico.
E quanto a nós outros, os que não somos trazidos a sentenças de lei, já que não nos achamos compromissados para isso, usemos a sobriedade e a compaixão em todos os nossos processos de vivência pessoal no cotidiano, conscientes, quanto devemos estar, de que os justos são as âncoras dos injustos e de que os bons constituem a esperança para todos aqueles que a maldade ensandece.
No momento de julgar, ainda que te coloquem no último banco, entre os últimos réus, e mesmo que se te negue o direito de defender a própria consciência edificada e tranqüila, a ninguém condenes, nem mesmo àqueles que porventura te condenem.
Usa sempre a misericórdia e acertarás.


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O túnel mediúnico
(J. Herculano Pires)



Na hora em que a descoberta da antimatéria pela Física levanta a hipótese dos universos duplos, cientificamente elaborada, a imagem do túnel mediúnico reveste-se de maior expressão. Essa imagem é também uma elaboração científica, e por sinal do eminente físico inglês Sir Oliver Lodge que sustentou o seguinte: Vivemos num mundo só, num verdadeiro Universo, mas que deve ser compreendido como Universo, dividido em duas partes. De um lado fica a planície dos homens e do outro o planalto dos Espíritos. Dividindo as duas regiões ergue-se a montanha desconhecida.
A curiosidade humana é imensa e desde todos os tempos os homens vêm cavando e perfurando a base da montanha, no anseio de ver o que existe do outro lado. Pouco a pouco um túnel foi sendo aberto. E de súbito os homens começaram a ouvir pancadas surdas que vinham ao seu encontro. São os moradores do planalto que, impelidos pela mesma curiosidade, perfuram também o seu túnel. Dia a dia as pancadas se tornam mais audíveis de lado a lado. As duas equipes se aproximam e chegamos no momento em que a abertura do túnel se torna iminente.
Essa imagem encontra o referendo atual da hipótese físico-astronômica dos universos duplos. Isaac Asimov, em seu livro O Universo, considerando que as partículas de antimatéria produzidas em laboratório explodem ao encontrar-se com partículas correspondentes de matéria, numa explosão dupla, em que as duas se desintegram, propõe a existência de um elemento intermediário que ao mesmo tempo separa e liga os dois universos. Esse elemento corresponde à teoria do fluido universal no Espiritismo, tendo as mesmas características genéticas, dinâmicas e funcionais desse fluido.
Por outro lado, essas características são as mesmas do perispírito, elemento procedente do fluido universal e que serve de ligação entre o espírito e o corpo, na constituição psicossomática do homem. E é graças a esse elemento intermediário que ocorrem os fenômenos mediúnicos, permitindo a comunicação dos Espíritos através de pessoas especialmente sensíveis, como no caso de Francisco Cândido Xavier. O túnel mediúnico se abre, assim, pelo duplo esforço dos médiuns e dos Espíritos, no anseio recíproco de vencerem a morte e a separação, para atingirem a era cósmica da comunicação transespacial e transtemporal.
Nesse irrefreável e surdo processo, que se desenvolve nas profundezas do próprio homem, à revelia da sua cultura sensorial e portanto exterior, os Espíritos se mostram mais interessados no desenvolvimento moral da Humanidade Terrena. Isso porque a evolução intelectual do homem já o capacita para a integração na Humanidade Cósmica, que povoa os universos duplos pelo infinito. Essa a razão pela qual Chico Xavier, no seu trabalho psicográfico de mais de 40 anos, tendo publicado até agora 116 livros,[i] além de milhares de mensagens – incursionando várias vezes pelo campo das Ciências – recebe maior quantidade de comunicações de natureza filosófica e moral.
Chico Xavier Pede Licença

Um aparte do Além nos diálogos da Terra


1º livro da série “Na Era do Espírito”




[i]       Com o lançamento pelo GEEM de Mensagens de Inês de Castro, em setembro de 2006, a produção mediúnica de Chico Xavier ascende, até então, a 428 livros. (Nota da Editora.)

domingo, 13 de novembro de 2011

O Santo Casamenteiro



O Santo Casamenteiro
 RICHARD SIMONETTI


A jovem era devota de Antônio de Pádua.
Orava, genuflexa, diariamente, reiterando rogativas:
– Abençoa meus familiares, dá-lhes saúde e paz. Quanto a mim, santo querido, peço seus préstimos, ajudando-me a encontrar um companheiro, um bom rapaz que realize meu sonhos de um lar feliz, abençoado por muitos filhos…
A família até que ia bem, certamente amparada pelo santo…
Quanto ao casamento, nada feito. Ele parecia fazer ouvidos moucos.
Entrava ano, saía ano, e nada de aparecer o príncipe encantado.
Já quase conformada em ser “titia”, viu-se, certa feita, em sonho, diante do grande pregador do Evangelho.
Sem vacilar, cobrou-lhe resposta às reiteradas solicitações.
– Meu santo, tenho feito tudo para merecer suas graças, arranjando-me um companheiro, conforme sua especialidade. Guardo recato. Pouco saio, fugindo às tentações. Só vou à igreja… Comungo diariamente, acendo velas em sua homenagem, repito o rosário duzentas vezes, rogo ardentemente… O que está faltando?
O santo sorriu:
– Minha filha, tenho procurado ajudá-la, mas está difícil, porquanto depende de você. Participe da vida social, freqüente uma escola, integre-se em serviços comunitários, amplie seu círculo de relações… Dê uma chance ao amor!

André Luiz faz interessante observação, em Ação e Reação, psicografia de Chico Xavier:
Deus ajuda as criaturas por intermédio das criaturas.
Sempre há Espíritos dispostos a atender nossas rogativas, quando orientadas pelo coração, em empenho contrito de comunhão com a Espiritualidade.
Podemos dirigi-las a Deus, a Jesus, aos santos, aos guias, protetores, aos anjos, de acordo com nossas convicções religiosas.
Os santos autênticos, Espíritos iluminados que passaram pela Terra, como Francisco de Assis, Antonio de Pádua, Tereza D’Ávila, Maria de Nazaré, Simão Pedro, não têm condições para atender, pessoalmente, às multidões que os procuram, em milhões de preces a eles dirigidas, diariamente.
Para tanto, contam com enorme contingente de auxiliares, que em seu nome ajudam os fiéis.
O mesmo acontece na área espírita, com veneráveis entidades, como Bezerra de Menezes, Eurípides Barsanulfo, Cairbar Schutel, Batuíra e, hoje, o nosso querido Chico Xavier.
Em nível mais modesto, há familiares, amigos e mentores desencarnados, que atentam às nossas rogativas, a partir de singelas iniciativas.
Jamais estaremos desamparados.
Contamos, invariavelmente, com o amparo das criaturas de Deus que, em nome do Criador desenvolvem iniciativas que visam nosso bem-estar.
Ficaríamos surpreendidos se tivéssemos consciência do permanente empenho de nossos amigos espirituais, buscando ajudar-nos a aproveitar as oportunidades de edificação da jornada humana.
E o fazem por amor ao Bem, como é próprio dos Espíritos que vivenciam em plenitude as leis divinas, conscientes de que a felicidade do Céu está em socorrer as necessidades da Terra.
Não obstante, é preciso atentar a um detalhe quando rogamos auxílio aos benfeitores espirituais.
Eles não são babás, chamados a cuidar de marmanjos.
Sua função primordial é nos inspirar a fazer o melhor.
Mostram caminhos.
A iniciativa de caminhar é nossa.
É preciso sair a campo, lutar pelo ideal, trabalhar pela realização de nossos sonhos, para que não nos situemos como a jovem que estava ficando para titia, por fechar-se numa redoma, sem acesso para o “príncipe encantado”.

Do Livro Abaixo a Depressão.

sábado, 12 de novembro de 2011

A Ajuda Divina

A Ajuda Divina
 RICHARD SIMONETTI

Chovia torrencialmente. O rio transbordava, as águas invadiam o vilarejo.


Aquele crente, que morava sozinho em confortável vivenda multiplicou, orações, pedindo a assistência do Céu.
Em dado momento, ante o avanço da enchente, foi para o telhado, confiante de que Deus o salvaria.
As águas subindo…
Passou um barco recolhendo pessoas ilhadas.
– Não é preciso. Deus me salvará!
As águas subindo…
Passou uma lancha…
– Fiquem tranqüilos! Confio em Deus.
As águas subindo…
Passou um helicóptero…
– Sem problema! Deus me protegerá.
As águas subiram mais, derrubaram a casa e o homem morreu afogado…
Diante do Criador, na vida eterna, reclamou:
– Oh! Senhor! Confiei em ti e me falhaste!
– Engano seu, meu filho! Mandei um barco, uma lancha e um helicóptero para recolhê-lo!


***

Não estamos entregues à própria sorte, como sugere o pensamento materialista de Jean Paul Sartre (1905-1980).
O Senhor não esquece ninguém. A todos estende sua mão complacente, dando-nos condições para enfrentar nossas dificuldades e dissabores.
Há um problema: raramente identificamos a ação divina. Isso porque as respostas de Deus nem sempre correspondem às nossas expectativas.
Pedimos o que desejamos.
Deus nos dá o que precisamos.
Os temporais da existência simbolizam as esfregadas da Providência Divina, ensejando mudança de rumo.
Senão, vejamos:

1. A doença respiratória…
2. O lar em desajuste…
3. A dificuldade financeira…
4. A perda do emprego…
5. O acidente automobilístico…

São situações constrangedoras que nos perturbam.
Pedimos a ajuda divina.
Deus vem em nosso auxílio, mas é preciso que nos disponhamos a tomar o barco do futuro, deixando no passado velhas tendências.
Podemos considerar, na mesma seqüência, que:

1. O tabagismo afeta os pulmões.
2. A incompreensão conturba o relacionamento afetivo.
3. A indisciplina nos gastos faz rombos nas contas
4. A displicência profissional resulta em demissão.
5. A irresponsabilidade no trânsito favorece desastres.

A pouca disposição em encarar nossos erros e desacertos, como causa de nossas dificuldades e problemas, neutraliza a ação divina em nosso benefício.
As crises sugerem mudanças.
Se não mudamos com elas, sempre nos sentiremos abandonados por Deus, incapazes de identificar o socorro divino.


***

A propósito vale lembrar interessante texto, que me veio ter às mãos, sem indicação do autor:

Pedi a Deus para tirar os meus vícios.
Deus disse:
– Compete a ti superá-los.

Pedi a Deus para fazer completo meu filho deficiente.
Deus disse:
– Seu Espírito é completo. O corpo é temporário.

Pedi a Deus para me dar paciência.
Deus disse:
– Paciência não é dádiva. É aprendizado.

Pedi a Deus para me dar felicidade.
Deus disse:
– Eu dou bênçãos. Felicidade depende de ti.

Pedi a Deu para me livrar da dor.
Deus disse:
– Sofrer te afasta do mundo e te aproxima de Mim.

Pedi a Deus para fazer meu espírito crescer.
Deus disse:
– Deves crescer por si próprio. Farei a poda para que dês frutos.

Pedi a Deus todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Deus disse:
– Eu te darei Vida para que aprecies todas as coisas.

Pedi a Deus para me ajudar a amar os outros como Ele me ama.
Deus disse:
– Ahhh! Finalmente entendeste!
http://www.richardsimonetti.com.br
Livro Abaixo a Depressão