terça-feira, 31 de maio de 2016


Em 1960, Rolando Perri Cefaly, Bebé e Emília Santos, fundaram 

a Instituição “NOSSO LAR”




Rolando Perri Cefaly nasceu na cidade de São Carlos-SP, no dia 18 de janeiro de 1930. Filho de Diogo Cefaly e de Antônia Perri Cefaly. Teve quatro irmãos: Josefina, conhecida como Bebé; Dr. Lourival, o Lolo; Walter e Fausto. Em 1935, após o desencarne de sua mãe, veio, com mais dois irmãos, morar em Araçatuba sob os cuidados da avó materna e logo depois, foram criados pelos tios Rolando Perri e Benedita Miragaia Perri. Na fase adulta, residiu, durante três anos na capital paulista. Retornou para a Terra dos Araçás em 1957 onde permaneceu atuante em benefício do seu próximo até o dia 06 de abril de 1997, data de seu desencarne. Mas continua vivo e atuante dentro das obras de caridade que, com sua irmã Josefina Perri Cefaly de Carvalho, a Bebé e sua amiga Emília Santos, fundaram, desde 1960, nesta cidade de Araçatuba.

UMA CRÔNICA A UM CANDEEIRO

Um menino igual aos outros. Embora, órfão de mãe, não lhe faltaram carinho, amor e educação espiritual. Qualidades essas que transbordam e aromatizam, ainda hoje, os ares de nossa cidade, pois foi alicerçada nestes princípios que a família Perri Cefaly criou os seus pequenos. Hoje, adultos, atuantes incansáveis, dignificam e tornam vivos o amor e a caridade propostos por ROLANDO PERRI CEFALY. Foi contabilista, normalista. Atuou como despachante e funcionário do IAPC. Foi também um esportista. Na escola de seus tios Joaquim Dibo e Fausto Perri, Rolando e seu irmão Walter destacavam-se na equipe de basquete, esporte ao qual Rolando se dedicava com prazer. Mas uma cotovelada do adversário, atingindo-o na boca, obrigou-o a uma cirurgia de correção. Por causa disso afastou-se do esporte e aceitou entender que, no seu íntimo, desenvolvia-se uma luz incandescente e, para a qual, se fez candeeiro.

Em 1957, novamente morador desta cidade, pois residia na capital paulista, tornou-se espírita. Ele e Bebé, sua irmã, conheceram Emília Santos, médium atuante do Centro Espírita “Amor e Caridade” em Birigui – SP. Unidos em ações contínuas em benefício do próximo, os três, incansáveis, distribuíam alimentos para pessoas carentes de Araçatuba. Às Instituições Assistenciais, Santa Casa e presídios, também não faltavam, além do alimento material, o alimento espiritual que, a quem precisava, eles também ofereciam.




Em 1960, Rolando Perri Cefaly, Bebé e Emília Santos, fundaram a Instituição “NOSSO LAR” para que, nesse local, pudessem dar continuidade às suas obras assistenciais. Essa casa atende, hoje, mais de setenta crianças, a quem, cujos pais, confiam seus filhos para poderem trabalhar. Não obstante às dificuldades enfrentadas, não mediam esforços para continuarem agindo em função do próximo. Os três, sempre de mãos dadas, fundaram em 1962 a “CASA TRANSITÓRIA”.

O princípio de ambas as instituições era acolher, amparar e recuperar famílias desamparadas. Rolando, o “Tio Rolandinho”, era, além de fundador, o presidente dessas entidades. Eram incansáveis, pois estes, que se fizeram candeeiros, queriam que suas luzes viessem ao encontro dos irmãos necessitados. Sonhavam em vê-los dentro dos braços do amor e do conforto. Não esmoreceram. Após o desencarne da amiga Emília Santos, em 26 de setembro de 1964, “Tio Rolandinho” concretizou o que julgavam necessário: mais uma obra em prol dos carentes: a “Casa da Sopa – Emília Santos”, inaugurada em 01 de janeiro de 1966.

Vendo que a semente de fé, do amor e da caridade crescia, desejaram abrir mais uma porta. Em 1972 inauguraram o Centro Espírita “LUZ E FRATERNIDADE” e a Creche e Lar “JOÃO LUIS DOS SANTOS”. Rolando Perri Cefaly, embora solteiro, casou-se com a caridade, da qual fez nascer luz, amor e esperança. Tio Rolandinho! Estará eternamente vivo, querido, porque o trabalho dignificante que o senhor plantou, cresce sob sua luz, dá flores e frutos cujos aromas e sabores nos são abundantes.

Crônica publicada no livro “Nos trilhos do Centenário - Passageiros de Araçatuba” Ed. Somos, 2009.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

DOUTRINA ESPÍRITA: Emmanuel (espírito)Origem: Wikipédia, a enciclopé...

DOUTRINA ESPÍRITA:
Emmanuel (espírito)Origem: Wikipédia, a enciclopé...
: Emmanuel (espírito) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Um  espírito , que se identifica como "Emmanuel", assina uma...

Emmanuel (espírito)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Um espírito, que se identifica como "Emmanuel", assina uma mensagem ditada em Paris em 1861, intitulada "O Egoísmo", publicada no item 11 do capítulo XI do Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, cuja primeira edição veio a público em abril de 1864. Quando indagado se Emmanuel era o mesmo espírito que assinou esta mensagem, o médium Francisco Cândido Xavier afirmou: "Creio que sim. Conservo para mim a certeza de que ele, Emmanuel, terá participado da equipe que colaborou na estrutura da codificação da Doutrina Espírita. A mensagem intitulada 'O Egoísmo', (…) em que se faz referência a Pilatos, é de autoria do nosso benfeitor espiritual, não tenho dúvidas a este respeito".]
No dia 10 de julho de 1927, na fazenda da senhora Carmem Perácio, enquanto rezavam, Carmem ouviu uma voz de um espírito que se identificou como "Emmanuel - amigo espiritual de Chico", onde logo após o viu como "um jovem imponente, com vestes sacerdotais e aura brilhante".[2]
No ano de 1931 ocorreu o primeiro contato de ambos, no momento em que Chico esteve à sombra de uma árvore, à beira de uma represa, no momento em que orava. Neste momento, viu uma cruz luminosa, percebendo a figura de um senhor que vestia uma túnica sacerdotal. Ocorreu então o famoso diálogo entre Chico e Emmanuel [3] :

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

 A MANJEDOURA




As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à Eterna Lição de Humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.
A Manjedoura foi o Caminho.
A Exemplificação era a Verdade.
O Calvário constituía a Vida.
Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida.
É por isso que, emaranhados no cipoal da ambição menos digna, os povos modernos, perdendo o roteiro da simplicidade cristã, desgarram-se da estrada que os conduziria à evolução definitiva, com o Evangelho do Senhor.
Sem ele, que constitui o transunto de todas as ciências espirituais, perderam-se as criaturas humanas, nos desfiladeiros escabrosos da impiedade.
Debalde, invoca-se o prestígio das religiões numerosas, que se afastaram da Religião Única, que é a Verdade ou a Exemplificação com o Cristo.
Com as doutrinas da Índia, mesmo no seio de suas filosofias mais avançadas, vemos os párias miseráveis morrendo de fome, à porta suntuosa dos pagodes de ouro das castas privilegiadas.
Com o budismo e com o sintoísmo, temos o Japão e a China mergulhados num oceano de metralha e de sangue.
Com o alcorão e com o judaísmo, temos as nefandas disputas da Palestina.
Com o catolicismo, que mais de perto deveria representar o pensamento evangélico, na civilização ocidental, vemos basílicas suntuosas e frias, onde já se extinguiram quase todas as luzes da fé. Aí dentro, com os requintes da ciência sem consciência e do raciocínio sem coração, assistimos as guerras absurdas da conquista pela força, identificamos o veneno das doutrinas extremistas e perversoras, verificamos a onda pesada de sangue fratricida, nas revoluções injustificáveis, e anotamos a revivescência das perseguições inquisitórias da Idade Média, com as mais sombrias perspectivas de destruição.
Um sopro de morte atira ao mundo atual supremo cartel de desafio.
Não obstante o progresso material sente a alma humana que sinistros vaticínios lhe pesam sobre a fronte.
É que a tempestade de amargura na dolorosa transição do momento significa que o homem se mantém muito distante da Verdade e da Vida.
As lembranças do Natal, porém, na sua simplicidade, indicam à Terra o caminho da Manjedoura...
Sem ele, os povos do mundo não alcançarão as fontes regeneradoras da fraternidade e da paz.
Sem ele, tudo serão perturbação e sofrimento nas almas, presas no turbilhão das trevas angustiosas, porque essa estrada providencial para os corações humanos é ainda o Caminho Esquecido da Humildade.
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Coletânea do Além. Lição nº 70. Página 154.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015