segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Evocação do momento em que Jesus nasceu entre os homens


Evocação do momento em que
Jesus nasceu entre os homens

Dificuldades históricas quanto ao local e à data do
nascimento – A festa de Mitra no calendário romano
– Uma realidade que transformou e transforma o mundo.


O nascimento de Jesus tem dado motivo a muitas controvérsias. Ninguém, sabe, exatamente, em que dia ocorreu e, nem mesmo, em que localidade. Os evangelhos não fixam nenhuma data, limitando-se a dar indicações vagas à época do nascimento. Esse fato foi motivo de grandes críticas ao cristianismo, não faltando escritores, historiadores e mitólogos que procuraram explicar o nascimento e a vida de Jesus como puramente lendários. Chegou-se a afirmar que Jesus não era mais do que o mito solar e seus doze apóstolos, os doze signos do zodíaco. Isso levou um escritor francês a afirmar, como réplica, que Napoleão e seus doze generais nunca haviam existido, sendo apenas uma idealização mitológica.
O Espiritismo considera Jesus como um ser histórico, um homem que realmente existiu. Mas não aceita as lendas que se formaram ao redor da sua figura singular e da sua vida extraordinária. Sabemos, por exemplo, que a data de 25 de dezembro só foi fixada em princípios do quarto século, exatamente quando se iniciava a deturpação do Cristianismo, e que essa fixação se deu em Roma. Vários historiadores admitem que essa data tenha sido escolhida de acordo com o calendário romano, por nela cair a festa do deus solar Mitra. É o que se pode ver em Jésus, de Ch. Guignebert, professor de História do Cristianismo, na Sorbonne, páginas 111 e 112, da edição de 1947, de Albin Michel, Paris.
Houve, durante muito tempo, várias datas consideradas pelos cristãos como prováveis: São Clemente de Alexandria, por exemplo, entendia que Jesus havia nascido a 19 de abril. Outros optavam pelo 18 de abril, o 29 de maio e o 28 de março. No oriente, diz Guignebert, o 6 de janeiro era geralmente aceito. Assim, a data de 25 de dezembro é apenas simbólica, não havendo acerto dessa escolha. Mas a verdade é que, firmada pela tradição, e apoiada num passado bastante longo de solenidades religiosas ao deus solar, essa data se mostra impregnada de intensas vibrações espirituais. Na terra, como no espaço, é nela que se comemora, há dezesseis séculos, o nascimento de Jesus, como foi nela que se comemorou, durante a antiguidade, o advento dos deuses simbólicos de várias mitologias.
Kardec, ao lançar O Evangelho segundo o Espiritismo, firmou o princípio de que os fatos históricos, e outras partes dos relatos evangélicos, estranhos ao seu conteúdo de ensinos morais, pouco importam para a doutrina. O que interessa ao Espiritismo não é a exatidão cronológica, mas a realidade da vida de Jesus e a legitimidade dos seus ensinos morais. Os espíritas, por isso mesmo, aceitam, sem relutância, a data de 25 de dezembro como marco tradicional do nascimento de Jesus, aproveitando-se para a evocação do momento em que o Senhor se encarnou entre os homens.
O que importa aos espíritas, no Natal, não é a celebração de um fato histórico cronologicamente assentado, mas a evocação de um acontecimento histórico da mais alta significação espiritual para a humanidade terrena. Se Jesus nasceu em Nazaré, como o indica Marcos, ou em Belém, como o dizem Mateus e Lucas, e se esse nascimento ocorreu em 6 de janeiro ou 25 de dezembro, isso pouco importa. O que importa é que ele tenha nascido, vivido e pregado entre os homens, mas, principalmente, que nos tenha deixado uma doutrina capaz de reformar o mundo, como realmente o reformou e continuará reformando.
A existência de Jesus está hoje suficientemente provada. Mesmo do ponto de vista histórico, apesar da falta de documentos a respeito, as pesquisas mais recentes demonstram que realmente viveu na Palestina e nela morreu o fundador do Cristianismo. Guignebert assinala a deturpação mitológica dessa figura humana, com o fim de torná-la extra-humana, divina, supranormal, “sacrificou Jesus ao Cristo”. E Henri Berr, no prefácio que escreveu para o livro de Guignebert, declara: “Mas Jesus existiu; isso, podemos dizer que o sabemos; a tese da não historicidade é um paradoxo”. Não é de admirar que, dois mil anos depois do seu nascimento, seja difícil precisar-se a data em que isso se verificou. Mas é de espantar que, depois da revolução que a sua figura e a sua doutrina produziram e continuam a produzir no mundo, ainda existam pessoas que as ponham em dúvida.

J. Herculano Pires


O Mistério do Bem e do Mal
 (Lições de Espiritismo / Crônicas)




sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Natal


Natal

“Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa-vontade para com os homens.” – (Lucas, 2:14.)
As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não apresentaram qualquer palavra de violência.
Glória a Deus no Universo Divino.
Paz na Terra.
Boa-vontade para com os Homens.
O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranqüilidade ao mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir.
Nem castigo ao rico avarento.
Nem punição ao pobre desesperado.
Nem desprezo aos fracos.
Nem condenação aos pecadores.
Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.
Nem anátema contra o gentio inconsciente.
Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço da Boa-Vontade.
A justiça do “olho por olho” e do “dente por dente” encontrara, enfim, o Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.
Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, assinalaram júbilo inexprimível...
Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.
O algoz seria digno de piedade.
O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.
O criminoso passaria à condição de doente.
Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos. Em Sídon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os enfermos não mais seriam relegados ao abandono nos vales de imundície.
Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.
Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros.
Natal! Boa Nova! Boa-Vontade!
Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia.

Fonte Viva


4o livro da Coleção “Fonte Viva”
(Interpretação dos Textos Evangélicos)


Ditado pelo Espírito
Emmanuel



Chamada - Você e a Paz



Chamada - Você e a Paz







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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal - Divaldo Franco


Mensagem de Natal - Divaldo Franco





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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sexo e Fator Obsessão



Sexo e Fator Obsessão


Vive-se na Terra, a hora do sexo. O sexo vive na cabeça das pessoas, parecendo haver saído da organização genética onde se sedia. Vulgarizado e barateado pelos meios de comunicação de massa, tornou-se motivo essencial da vida de milhares de pessoas, sempre frustradas e insatisfeitas. Julgando-se a criatura humana como sendo tão somente o corpo, cresce hoje o vil mercado das sensações, em completo desrespeito e desconsideração pelo ser humano.
O homem e a mulher verdadeiros são os seus valores éticos, as suas aspirações, as suas lutas e sonhos, os objetivos nobres que trazem dentro de si. Sitiar a criatura apenas nos vapores da libido desenfreada, como vem acontecendo, é atitude injustificável perante todo o progresso psíquico, emocional e intelectual que nos colocam hoje no patamar da razão.
Alheios a tais aquisições, homens tomam de seus veículos automotores, a vagar pela noite, à procura de uma parceira que lhe satisfaça os impulsos. Forma-se uma corrente mental indirecionada, já que a mulher de seus desejos só existe no seu pensamento. Imediatamente, dezenas de espíritos trevosos captam o “fio mental” do desejo sexual do homem imprevidente e vão em sua direção. Por influência deles é encontrada a parceira ideal, a fim de estarem eles próprios a participar do infeliz ato sexual, porque desprovido dos condimentos do amor.
Sem a afetividade sincera e honesta dando sustentabilidade à relação sexual do ser humano, este se faz presa fácil da parasitose obsessiva que se estabelece. Acoplando-se ao Chakra Coronário, localizado no topo da cabeça, centro vital responsável pela "alimentação das células do pensamento" e relacionado ao funcionamento de todo o sistema nervoso, conforme elucida o espírito Manoel Philomeno de Miranda, em seu livro "Sexo e Obsessão", o desencarnado penetra nas ondas mentais do encarnado e, desta forma, passa a sentir as mesmas e idênticas sensações que sua vítima experiencia. Simultâneo a este acoplamento, ocorre a expansão de uma densíssima massa energética chamada ectoplasma, a qual permite com maior facilidade a absorção das baixas energias da relação sexual do casal desavisado.
Hoje, dessa forma, milhares de criaturas são vítimas das vampirizações espirituais. Se tivessem envolvido as suas vibrações no sentimento sincero do amor; se tivessem resguardado seus canais mediúnicos, que todos temos; se tivessem mantido seus pensamentos em patamar elevado; e não seriam vítimas então desses terríveis conúbios obsessivos.
Urge na Terra a necessidade de uma educação mental por parte das criaturas. O pensamento é força atuante e estamos constantemente rodeados por consciências desencarnadas de toda natureza. Pensar de maneira correta e elevada é atitude de todo aquele que tem o desejo sincero de evoluir, de progredir sem limites no rumo da plenitude que o espera. Conforme as emanações mentais que mantivermos, da mesma forma se apresentará a nossa vida e o nosso comportamento. O ser humano é energia pensante e onde estiver irradiará o que traz dentro de si, atraindo as companhias correspondentes: "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és", já dizia o conhecido provérbio popular.
Quando um encarnado mantém o seu pensamento no nível dos prazeres vulgares, sua vibração é sentida pela espiritualidade inferior como se fora um estridente sinal sonoro, uma verdadeira "sirene do desejo"... e então localizam com facilidade o homem e a mulher inadvertidos, de acordo com as afirmações do espírito Galileu Galilei, em seu livro "Amor e Fator Obsessão". Tais emissões vibratórias em suas mentes ocasionam a produção de enzimas psíquicas ou bacilos psíquicos, microscópicos corpúsculos desconhecidos da ciência terrena os quais irão atacar as células reprodutoras masculina e feminina. Ao exaurir as fontes da sexualidade, da vitalidade genésica, provocam transtornos e doenças como o câncer de próstata e o câncer uterino. Da mesma forma, o baixo teor vibratório emitido pela tela mental desorganiza a sede da consciência individual de cada célula, que passam então a funcionar irregularmente, conforme nos esclarece Joanna de Ângelis, em seu livro “Adolescência e Vida”, abrindo o campo receptivo à instalação de várias doenças. Não são os microorganismos visíveis os responsáveis pela causa das doenças, mas sim o psiquismo em deterioramento, que abre um canal enfermiço para todo o corpo perispiritual e físico.
Há casais em nossos dias, os quais entenderam erroneamente que o sexo é tudo, e entregam-se a viciações sexuais de difícil libertação, as quais nem mesmo os especialistas conseguem compreender com facilidade. Enquanto se permitirem licenças morais e aberrações sexuais como vem ocorrendo, desorganizarão sistematicamente toda a sua aparelhagem genésica, o que acarretará doenças inadiáveis, por lesarem com vigor seus perispíritos.
Sob a óptica espírita, portanto, a única maneira de vivenciar a função sexual de forma correta é através do amor. Quando os indivíduos se amam, não ocorre somente a permuta física mas, principalmente, a de ordem psíquica, conforme afirma Walter Barcellos, em "Sexo e Evolução". Os olhares sinceros se encontram e intercambiam raios psíquico-magnéticos que os vitalizam, estimulando a coragem, o ânimo e a alegria de viver. Quanto mais espiritualizado, quanto mais sincero e honesto for o sentimento que une duas criaturas, mais rica e sublime será a permuta magnética entre as duas, que têm a sua intimidade completamente protegida pelos mentores de ambos, os quais utilizando-se dos pensamentos elevados da atmosfera psíquica do casal, constróem a "residência fluídica" que os protegerá de qualquer espírito infeliz.
Já o mesmo não ocorre quando a relação sexual é desprovida de sentimentos nobres, sendo a sua passagem rápida e frustrante, o que gera naqueles a que se entregam sentimentos de vazio e arrependimento – porque não completa, não preenche, não vitaliza -, além de ficar o casal completamente vulnerável à ação da espiritualidade inferior.
O sexo não foi elaborado por Deus a fim de possibilitar tais deleites irresponsáveis, mas sim para o renascimento das vidas, que retornam ao cenário terreno, e para as sensações compensativas das jornadas diárias, na permuta de hormônios que acalmam e da afetividade que robustece as criaturas e as completam. Sendo o espírito neutro na sua sexualidade, possui ambas as polaridades psíquicas, masculina e feminina, e as expressa conforme for o melhor para a sua evolução; ora encarnando como homem, ora encarnando como mulher, com o intuito de desenvolver os sentimentos inerentes a cada polaridade.
Quando a sexualidade, entretanto, é aviltada, vulgarizada e desrespeitada em sua constituição, retorna o espírito em outra polaridade a qual não corresponde ao corpo físico, de forma a não poder dar curso aos seus desejos, esclarece o nobre mentor Bezerra de Menezes. Pode ainda o ser reencarnante vir a ocupar um corpo com sérias limitações mentais, o que impossibilitará – com fins preventivos e terapêuticos -, a elaboração das obscenidades que tanto o prejudicaram, quando o empurraram para o fosso das paixões primitivas.
Considera-se nos nossos dias, o prazer corporal como o único meio de felicitar os indivíduos. Os defensores de tal idéia ignoram, por outro lado, uma série de outros prazeres mais sutis, mas que também são fortemente registrados no psiquismo, fomentando o bem-estar e a alegria de viver. São os prazeres da afetividade sincera, o prazer intelectual que se frui diante do aprofundamento em alguma área do conhecimento, o prazer estético, através das artes e das criações da cultura em toda parte, e ainda o prazer espiritual, decorrente dos mergulhos dentro de si mesmo e do contato com a espiritualidade. Há ainda o prazer cultivado quando acalentamos ideais para nossas vidas, objetivos pelos quais nos esforçamos com empenho e dedicação, planos profissionais ou afetivos, junto daqueles que amamos. Todos esses são prazeres do espírito, da alma humana, uns passageiros, como os prazeres físicos, outros perenes porque abstratos, imateriais, mas que da mesma forma impulsionam o indivíduo para as lutas diárias, para os desafios da caminhada terrena.
Tudo isto constitui o que a benfeitora Joanna de Ângelis considera como sublimação ou transmutação da função sexual. A libido, como a denominou Sigmund Freud, é energia psíquica que pode ser canalizada para várias áreas: para os esportes, para o conhecimento, para a arte, a afetividade... Sempre que nos dedicamos a alguma tarefa ou trabalho, ou mesmo a algum esporte, estamos sublimando ou transmutando energia sexual para diferentes aspectos da vida, a gerar equilíbrio energético e saúde orgânica.
A função sexual, em sua constituição íntima, é criativa das formas físicas, mas principalmente das expressões da beleza, da cultura e da arte, como elucida a mentora de Divaldo Franco, em seu livro "O Despertar do Espírito". Todos os grandes avanços do conhecimento humano, seja através das expressões artísticas ou da ciência, foram frutos desta energia sublimada de homens e mulheres abnegados. Isso não significa ausência de relações sexuais, mas sim o direcionamento criativo da libido para diversas áreas, e não somente para a área genésica.
Nesta tarefa, portanto, de sublimação e transmutação das energias sexuais, devemos tomar ainda o cuidado de não acalentar qualquer sentimento de culpa ou vergonha em relação às sensações fisiológicas, perfeitamente naturais, o que provocaria a repressão de conteúdos para o inconsciente, gerando transtornos e desequilíbrios inevitáveis. Devemos sempre lembrar de que o sexo é obra Divina, elaborado para o crescimento e felicidade das criaturas. A forma como empregarmos as forças sexuais do espírito é que responderá por suas conseqüências – quer sejam de luz ou de trevas.
Torna-se inadiável, e quão urgente, neste momento, que esta visão espiritual da sexualidade seja levada às gerações mais novas, na tarefa de proporcionar uma correta educação para a vida sexual. A educação sexual que os jovens tem recebido nas escolas, na qual somente o corpo físico é abordado, os têm levado à entrega completa aos impulsos fisiológicos, os atirando em viciações e processos obsessivos lamentáveis. Conforme nos adverte Joanna de Ângelis, em seu livro "Adolescência e Vida", "quando se pretende transferir para a Escola a responsabilidade da educação sexual, corre-se o risco, que deverá ser calculado, de o assunto ser apresentado com leveza, irresponsabilidade e perturbação do próprio educador, que vive conflitivamente o desafio, sem que o haja solucionado nele próprio" (1997, pg.21). Certamente existem professores os quais trabalham o tema com dignidade e honradez – embora ignorem os fatores espirituais -, mas, infelizmente, estes constituem exceção. O que se percebe nas aulas ministradas sobre sexo, em sua maioria, é a completa banalização do aparelho genésico, com a utilização de palavreado impróprio e vulgar, além de imagens chocantes, a causar perturbação nos mais tímidos e incitar ao cinismo e à malícia aqueles espíritos que renascem sob a influência de vícios muito arraigados, que longe de serem reforçados, deveriam ser substituídos por hábitos salutares.
A correta educação sexual, sob a óptica do Espiritismo, consiste na aquisição de valores por parte do jovem reencarnante, na introjeção do respeito aos seus semelhantes, aos sentimentos que possuem, seus corpos e individualidade; pois as criaturas hoje são tratadas como objetos – indivíduos descartáveis -, sem qualquer dignidade ou consideração. Ao lado da informação de ordem física, que é necessária, tornam-se indispensáveis os valores éticos e morais para o jovem, as informações espirituais sobre o sexo e suas várias decorrências, a fim de que não tombem nos resvaladouros da vulgaridade dos nossos dias. Sem esses ingredientes, a atual educação sexual se faz ineficiente e perigosa, nos assevera Walter Barcellos.
O Espiritismo, assim, como doutrina de educação das almas, oferece os melhores métodos para tal cometimento, através de seu inestimável patrimônio de saberes, disponível à pais, mães, educadores e todo e qualquer investigador que tenha dentro de si o desejo sincero de conhecer a Verdade.
Este é o grande momento para todos nós que aspiramos a uma vida melhor. Reflexionar em torno dos objetivos da vida e da função sexual é tarefa de todo aquele que pensa e deseja o melhor para si. Cumpre-nos, a todos, somar esforços em favor dos princípios da dignidade, da honradez, dos valores éticos, morais, e principalmente da educação moral das novas gerações, único meio de formarmos um novo homem e uma nova mulher para o porvir, na construção de uma sociedade mais equilibrada e feliz.
Tão logo o ser humano resolver-se pela liberdade ante as amarras que o prendem aos baixos desejos; tão logo decida educar o seu pensamento e manter as suas relações sob os alicerces do amor sincero e puro; libertar-se-á com facilidade das malhas terríveis da obsessão sexual. De outra forma, prosseguirá no fosso das paixões insanas e de difícil libertação.
"Ninguém se engane quanto aos compromissos do sexo perante a Vida.
E cuide também de não enganar a outrem. Cada um responde pelo o que inspira, e pelo o que faz." - Manoel Philomeno de Miranda
Bibliografia:
Miranda, Manoel Philomeno de (Espírito), Sexo e Obsessão; psicografado por Divaldo Pereira Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 2002.
Galilei, Galileu (Espírito), Amor e Fator Obsessão; psicofonia de João Berbel. – Franca, SP: Editora Farol das Três Colinas, 2003.
Ângelis, Joanna de (Espírito). Adolescência e Vida; psicografado por Divaldo P. Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 1997.
O Despertar do Espírito; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Amor, Imbatível Amor; - Salvador, BA: LEAL, 1998.
O Homem Integral; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Sendas Luminosas, - Salvador, BA: LEAL, 1998.
Nascente de Bençãos, - Salvador, BA: LEAL, 2001.
Dias Gloriosos; - Salvador, BA: LEAL, 1999.
Barcelos, Walter. Sexo e Evolução; - Brasília, DF: FEB, 1995.
Jr, Décio Iandoli. Fisiologia Transdimensional; São Paulo, SP: FE Editora Jornalística Ltda, 2001.